terça-feira, 1 de abril de 2008

Jumper: belos efeitos e roteiro fraco


Imagine que você pode se teletransportar para qualquer lugar do mundo num piscar de olhos. Interessante, não? Seria simplesmente perfeito se esse poder também não significasse que querem te matar por isso. Esta é a trama de Jumper, do diretor Doug Liman (Identidade Bourne, Sr. e sra. Smith). A aventura, estrelada por Hayden Christensen, proporciona ao espectador cenas de grande impacto, mas muito pouca história.

Christensen é David Rice, um jovem tímido que teve uma infância difícil: sua mãe o abandonou quando ele tinha apenas cinco anos e sua relação com o pai é problemática. Aos quinze, ele descobre por acaso que tem uma habilidade especial. Diante disso, ele decide ir embora e usufruir do seu recém-adquirido poder. Agora, o céu é o limite.

David logo percebe que não precisa ter dificuldades financeiras. Tem jeito melhor de se roubar um banco sem deixar pistas do que simplesmente surgir dentro do cofre do banco? O dinheiro do roubo é a base para uma vida de luxo e conforto por um bom tempo, mas o episódio também desperta a curiosidade do misterioso Roland (Samuel L. Jackson). David só descobre que há outros como ele ao conhecer Griffin (Jamie Bell), que também pode se teletransportar. Sua missão é tentar evitar que eles, os jumpers, sejam capturados e mortos.

O grande barato de Jumper são os efeitos especiais. As seqüências de ação são muito bem-feitas e têm um ritmo impressionante. Além disso, os cenários são deslumbrantes: como David viaja em questão de segundos pelo mundo, somos brindados com cenas no Egito, em Nova York, em Roma e onde mais a imaginação do roteirista permitir.

No entanto, Christensen é um protagonista sem carisma (lembram de Star Wars?) e a história não é bem amarrada. Quem tiver o mínimo de curiosidade sobre o porquê de os jumpers serem perseguidos "desde a Idade Média" ou sobre a origem do poder deles vai sair do cinema sem nenhuma resposta satisfatória. Sem falar no drama da vida pessoal de David que poderia ser melhor explorado e é citado só de passagem. Até o romance com a paixão da adolescência, Millie (Rachel Bilson), não empolga.

Apesar de tudo, Jumper vale como diversão despretensiosa. E parece que agradou: o filme liderou as bilheterias na estréia nos EUA e por aqui também. Não se espante se uma seqüência pintar em breve, num cinema perto de você...

8 comentários:

Fabiane Bastos disse...

Deve pintar sequencia sim!
E essas pontas soltas que você mencionou ainda podem ser respondidas.
Pra quem morre de curiosidade tem Jumper em livro e quadrinhos também, o site Almanaque Virtual tem um especial sobre Jumper.

GISELLE DE ALMEIDA disse...

O problema é que não são só pontas soltas, né? Algumas coisas precisam ser explicadas ainda no primeiro filme...

Fabiane Bastos disse...

Não sei! Ainda não vi o filme rsrsr

Newton disse...

Bem não vi o filme mas já consegui o piratão e vou ver. Outra coisa, estas coisas que o cinema estadounidense anda fazendo ultimamente é um pé no saco legal!!! Pegar qualquer estorinha meia boca e fazer filme sem pé nem cabeça colocando atores bonitinhos fazendo caras e bocas já encheu! Não assisti, mas pelo que vi no trailer parece mais um personagem copiado do X-Men (Noturno) que ficava fazendo coisas de covarde (fugindo pra lá e pra cá).
Vendo o filme talvez a minha opinião tão chata e agressive mude, mas até lá eu vou continuar sendo o homem-bomba!!!!

Newton disse...

Ahh outra coisa. Por que eles adoram estórias em que o mocinho é problemático? "Garoto tímido e romântico abandonado pelo pai e com uma mãe viciada em calmantes descobre que tem super-poderes" UAU!! Ou então "Jovem problemático muda sua vida ao descobrir que têm poderes que podem ser usados para o bem" Ora é só procurar o Psicólogo ou Psiquiatra!!! Pra quem ganha uma fortuna em dólares é baratinho né?

Fabiane Bastos disse...

É mais facil fazer as pessoas se identificarem com personagens imperfeitos. Afinal ninguem é perfeito!!!

Raphaela Ximenes disse...

Pelo menos tem o Jamie Bell lindinho :) Mas o filme eh uma bomba, né?
E olha só a Fabiane fazendo propaganda do Almanaque, que bonito, hein? *emocionei*

Fabiane Bastos disse...

Viu! Depois vc diz que não visito seu blog!!!
Vc é que nunca deixou um cometario la no meu, visite
(momento jabá hehehe)