quarta-feira, 25 de junho de 2008

Into The Wild


Cris Macndless era um jovem rico de Virgínia, super inteligente e contestador que um dia resolve largar a vida mundana de posses que tem pra viver do jeito que todos deveriam viver, com a simplicidade de apenas ser e não ter. Ele viaja durante dois anos com nada no bolso vivendo apenas de alguns bicos. Em 1992 é encontrado por caçadores o detalhe é que estava morto. O laudo oficial foi que ele morreu de inanição.
O filme mexeu com tudo o que sou, o que já fui e o que ainda vou ser. Toda a trajetória do filme é linda. A vida de Alexander Supertramp é simplesmente maravilhosa. Ele não estava sozinho, estava comigo. Não sei explicar de forma simples o que houve, mas o que posso dizer pra vocês é que Supertramp me dissecou, pegou meu coração e meu cérebro e disse pra mim em alto e bom tom: "Hei! Isto aqui é você! E não este monte de coisas inúteis que você possui, você não está aí, você está aqui..." Porra eu não sei explicar de maneira especifica o que aconteceu e o que tá acontecendo. O que sei é que eu não quero ser o ou como Alex, o que quero é simplesmente ser eu. O que ele me mostrou ( quando digo que ele me mostrou é que quando ele olha pra camera ele tá olhando pra gente pô). O filme tirou tudo aquilo que eu acreditava, jogou no lixo e me apresentou quem eu sou. O que estava lá dentro só que parado, escondido de tudo e de todos. Não to aqui com o papinho insuportável pseudo de que "o filme mudou a minha vida" sem ter mudado. Mudou e mudou de verdade. Como eu disse antes eu não sei o que houve nem o que tá acontecendo, só sei que quando apareceu a foto de Alex no final do filme eu simplesmente não consegui controlar o que já estava pra sair e chorei compulsivamente. E aqui escrevendo pra vocês eu continuo a me emocionar e chorar compulsivamente pois ao mesmo tempo que escrevo escuto a trilha "linda" sonora feita por Eddie Veder e me lembro de tudo o que aconteceu a este cara que parece que eu conheço tanto. Tudo o que sofreu, sorriu, chorou, tudo eu senti. Não quero e nem gosto que fiquem com aquela coisa de "Ah o Newton é tão sensível..." ou "Nossa que inteligência..." Afinal do que adianta tudo isto se continuamos a viver neste mundo egoísta? Tenho inveja daqueles que vivem à margem da sociedade. Não to falando dos bandidos, mas daqueles que simplesmente resolvem viver da simplicidade. Não levaremos nossos celulares ou nosso dinheiro quando passarmos pro outro lado, tudo o que levaremos será nossa carne.
Pra que eu quero gente ao meu lado que sabe tudo sobre Vinícius de Moraes ou sobre física quântica, eu não quero nem posso me dar estas coisas que não me dizem nada! O que eu quero é a pessoa que não saiba nada, porque esta têm mais a me ensinar sobre todas as coisas do universo do que quem diz que sabe tudo e eu terei o que ensinar também, haverá um troca. Haverá comunicação. E comunicação não é simplesmente uma disciplina que a gente estuda na faculdade para entrar no mercado e ganhar dinheiro. A gente não sabe nada de comunicação. Nenhum teórico ou professor ou seja lá quem for sabe nada de comunicação. Nenhum de nós sabe mais do que um cortador de cana, ou do que um pescador. Alexander Supertramp me ensinou tudo isto e muito mais. Desculpem as palavras corridas ou alguns devaneios ou alguns erros é que como disse pra vocês antes, eu não consigo controlar as lágrimas que saem de mim quando algo me toca realmente fundo. Vou citar um verso que ele diz no filme, na verdade um verso de Trohou(acho que se escreve assim): "Ao invés de dinheiro, amor, tristeza, posses, me dê a verdade". Porra foi a primeira que eu tomei no filme! Eu não sei nem mais onde estou. Estou dentro de mim e aqui na cidade de cabeça pra baixo este é o lugar mais seguro onde posso estar. Por que todos são tão maus? Vamos ser bons. Bem, tudo o que sei é que quero ser eu. O que mais desejo é simplicidade. O que mais anseio é chegar ao fim da estrada sem nada em meu corpo ou meus bolsos, quero chegar apenas com meu coração, minha mente intactos e meu espírito intactos.
vejam e entendam o que Supertramp quis que entendêssemos e sentíssemos. Posso dizer que eu era simples e quero ser simples. Mudou a minha vida e continuará a mudar enquanto eu respirar.

2 comentários:

Fernanda Valiño disse...

Posso dizer que agora entendo um pouquinho o que está passando na sua cabeça...

Giselle de Almeida disse...

Nossa, que bonito, Newton! Estreou no blog com o pé direito.
bjs